Estou diante de uma grande mudança. O problema da mudança não é mudar, mas as consequências que se desenrolam. Hoje vivo na famosa “zona de conforto”. De certa forma é bom saber como as coisas são, especialmente quando já não existe uma rotina determinada.
Agora a novidade deu as caras e resolveu me perguntar: “e aí, vai me encarar?”. Eu nunca fui lá muito covarde, do contrário, sempre gostei de desafios e apostei no desconhecido. Só que é fácil arriscar quando não se tem nada a perder e hoje, definitivamente, eu tenho.
Posso simplesmente declinar a oferta de viver algo novo e seguir na minha atual falta de rotina. Não, não seria uma escolha ruim, embora eu saiba que estou chegando ao fim da estrada e inevitavelmente a novidade me encontrará logo mais. Então eu posso apenas adiar o inevitável ou exatamente antecipar os acontecimentos. Tudo é uma questão de escolha.
Não fosse eu tão inseguro, a decisão já estaria tomada há tempos. Mas nada é tão simples que não possa ser complicado.
E sendo eu o rei da complicação, vou bagunçar bastante o novelo.
3 comentários:
Certa vez ouvi que Napoleão Bonaparte não lia as cartas que supunha conter problemas, ele dizia que muitos destes problemas acabariam se resolvendo sozinhos.
As vezes, a gente não consegue escolher, e a decisão se toma sozinha.
O difícil da escolha não é o que pegamos, mas o que deixamos para trás...
Eu não acredito ter nada a perder, simplesmente porque não acredito que algo possa me fazer falta. Essa prerrogativa é apenas das pessoas com as quais me importo.
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