Realmente estou longe, em outra estação. Não sei se dá para sintonizar, mas seja como for, do jeito que está é bom, muito bom. Não sei se melhor do que antes, nem se melhor que depois. Está apenas bom, muito bom.
Porque os dias passam e me fazem perceber que estou ficando velho e, das constatações que não me surpreendem, esta talvez seja a única que me fustiga. Não por ficar velho, mas por perceber que este é um jogo onde se perde mais do que se ganha.
Os anos já me levaram parte da minha força, quase toda minha inocência, pessoas queridas e meus sonhos bons. E ainda guardo uma inveja dolorida da juventude. Sinto falta do viço, da irresponsabilidade e da força pueril. De ser inocente e resumir o mundo a uma noite. Disso tudo eu sinto falta.
Do que já vivi, dos cheiros e sabores, de perceber um mundo novo, de explorar essas novidades todas, de saber que o amanhã não é razão suficiente para eu ir dormir hoje. Sim, sinto muita falta de não ter sido jovem.
Mas eu vivi a juventude do meu jeito, porque não há um jeito certo de ser jovem. Até porque, ser jovem é ser errado.
3 comentários:
Carpe Diem, meu caro...
Ô, sim, sim. Ser errado e negar qualuqer dose de maturidade dos que te querem bem.
É preciso ver os anos passarem, sangrar algumas vezes, e um dia aprendemos a respeitar nossas lágrimas e gargalhadas...
Muito bom!
Eu ainda sou jovem. Pelo menos mais que você, já que independente da minha idade ou da sua, eu não reclamo.
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