Sou a metade daquilo que fui, a falsa impressão do dobro que sou e o complemento daquilo que serei. Ou seja, sou o nada e sou tudo, aquilo que restou de mim, a minha melhor e pior porção.
Mas eu aprendi com o tempo que a gente só sabe o que é o bastante depois que aprende o que é mais que bastante, por isso tento viver calma e tranquilamente, embora meu comportamento obsessivo-compulsivo não me permita deixar as coisas assim tão simples.
Continue lendo...Porque é fácil viver: difícil é permanecer no caminho sem enlouquecer, mas a gente segue tentando.
E das várias maneiras que existem para se encontrar alguma felicidade, eu escolhi a música e a literatura e, embora eu seja apenas um amador em/de/para ambas, eu me permito sempre ser executor delas.
Eu canto e escrevo desafinadamente, mas sinto as melodias todas da vida, como um amante diante do seu objeto de desejo. Porque de todas as maneiras de viver, eu prefiro todas.